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[ 2.2.04 ]
Moderninha...Acabei vendo ontem "Encontros e Desencontros". Sinceramente? Achei o filme bom e só isso. Não é tudo isso que andam propalando por aí. Gostei e tal, mas nada que provocasse arroubos de euforia. O problema é que a Sofia Coppola parece ter seguido - e ter apredido, sejamos justos - uma cartilha do tipo "faça um filme independente em 10 lições". Um roteiro enxutinho (pra não falar parco), um ambiente exótico, aquelas cenas meio nada a ver jogadas no meio - como aquela do Bill Murray no campo de golfe - e todas as cotaçõezinhas espertchas: um Elvis Costello aqui (com "(What's So Funny 'Bout) Peace, Love & Understanding"), um Fellini displicentemente jogado acolá, tudo muito pertinente, tudo meio "olha como eu sou inteligente e antenada"...Até rolou uma homenagem ao paizão, muito na encolha, só pra deixar os aficionados em procurar referências ficarem contentes: a filha do Bob que fala com ele pelo telefone se chama Zoe, o mesmo nome da personagem principal de "Vida Sem Zoe", o capítulo dirigido por Francis Ford Coppola do filme "Contos de Nova York". Ah...e a Zoe de "Contos..." é nada mais nada menos que...Sofia Coppola, ainda uma menininha... Claro que isso não transforma Encontros e Desencontros num filme ruim. Mas ele me deixou a impressão de que é fácil fazer um filme "independente" com um bom sobrenome e alguns milhões de dólares na conta... ![]() Pelo menos o filme termina com "Just Like Honey"...
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