Acho legal esse lance de incentivar o cinema nacional. Desde o dito "renascimento" do "cinema canarinho", a qualidade da produção brasileira realmente melhorou muito, acabou o oligopólio dos "filmes infantis" (by Renato Aragão e Xuxa) e das proto-pornôchanchadas à la Neville D´Almeida e congêneres, aumentando a diversificação temática dos filmes. Beleza. Mas daí a todo filme ser considerado foda rola um certo exagero. No Grobo, por exemplo, qualquer filme nacional agora ganha um "bonequinho aplaudindo de pé" na hora. Não sei até que ponto isso vem pela real excelência das películas ou pela brodagem dos críticos com os diretores e produtores.
Falo tudo isso porque fui ver ontem "Separações", do Domingos de Oliveira. O filme é bom, mas, assim como Deus é Brasileiro", outro com cotação máxima no Segundo Caderno que não passa de um filme nota 7, é superestimado.
Aí vocês vão pensar: "quem é esse chato metido a crítico de cinema pra julgar algum filme?"...? Ninguém, claro. Expresso minha leiga opinião. Mas essas historinhas sobre intelectuais da Z. Sul carioca se lamentando sobre relacionamentos são meio batidas. O filme é bem feito, o roteiro é redondo, as atuações são boas (a interpretação de bêbado do Domigos é excelente, o que nos faz pensar que ele REALMENTE deve ser um bebedor de longa data), mas fica sempre aquela impressão de "já vi esse filme" (como, novamente, em "Deus...").... Outro filme nota 7. Não para o bonequinho do Grobo.
E outra coisa: Domingos de Oliveira fez um filme com cara de Woody Allen. Ele, um diretor e autor de teatro conquista várias garotinhas gostosinhas com seu charme maduro, verborrágico e boêmio. E pega essas garotinhas, apesar das pelancas e os prováveis problemas de ereção...Alguém lembra de um diretor famoso que sempre faz papéis intelectualóides e prolixos em seus próprios filmes e que sempre terminam com as melhores mulheres do filme, não interessando se elas têm 22 anos e ele tem quase 70?
Adoro o Woody Allen, mas essa dele pegar geral me irrita...Parei de levar esse tipo de fim nos filmes dele a sério quando ele ficou com a Mira Sorvino em "Poderosa Afrodite".