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[ 3.2.03 ]
No sábado..Estava já acostumado com a idéia de ficar em casa no sábado também quando uma amiga, por telefone, me intima a ir com ela ao Skol Rio. Ela tinha arranjado uns convites. Fui, claro. Fiquei de passar na casa dessa minha amiga e iríamos pro Jockey de ônibus. E, como sempre acontece comigo quando estou em um coletivo, uma pessoa tem um comportamento freak. Mas confesso que esse até que foi divertido... Dentro do ônibus tinha um carinha segurando uma mala enorme. Até aí, foda-se. O problema começou quando o cara abriu a mala. Ele me tira um acordeom gigantesco de lá e me começa a tocar um daqueles bregodes, com grande desenvoltura. Depois o cara mandou ver um forró, claro. O que era temerário, porque entrávamos na rua Humaitá, o habitat de várias menininhas neo-hippies. Para elas transformarem o ônibus numa filial da Feira de São Cristóvão não custaria muito. Por enquanto, estava rolando o trivial básico da irritação dos músicos ambulantes. Até que o cara resolveu dar uma variada no repertório: ele tocou We Are the World!!! E quando eu pensei que nada mais estranho pudesse acontecer, ele me emenda, logo depois, I Will Survive, com direito a solinhos e o escambau!!! Se o ônibus começasse a piscar suas luzes, ele ia virar uma boate ambulante... Depois disso, veio a facada, claro: o sanfoneiro levantou e correu a sacolinha. Não sem antes entregar o seu cartãozinho... Era mais ou menos assim... Ao ver os dois números, minha amiga - que tinha perdido o celular há pouco tempo - revoltou-se: - Pô!!! Quero meu R$1,00 de volta!!! Eu nem tenho celular e ele tem dois!!!! Antes de descermos no Jockey, o "acordeonista" ainda tocou "Um Tapinha não Dói" e "Sem Você", do Claudinho e Buchecha... PS.: os números no cartão estão certos...quem quiser animar sua festa com o cara, é só ligar...
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