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[ 4.10.04 ]
Os Dez maisEis aqui a minha lista das "Dez pessoas mais odiadas do pop-rock nacional", aos moldes daquela lista que citei aqui no Hanz há alguns dias. Vocês podem achar que faltou alguém ou que alguns estão aqui injustamente. Mas vejam bem: os infelizes presentes na lista - os quais alguns eu até gosto de pelo menos parte do trabalho - são os que EU considero odientos, portanto, sintam-se no direito de discordar da minha opinião (sei que pelo menos um cara vai sentir algumas ausências, como a do Samuel Rosa. Mas acho que até um radical como ele vai ver que os que estão aqui dão muito mais motivos para serem detestados que o vocalista do Skank). Vamos a eles: 10º - Edu K 9º - Renato Russo Não importa a relevância do trabalho dele - quer você goste ou não da banda - na Legião Urbana. A indicação seria válida só por seus discos em italiano e as já centenas de músicas póstumas. Mas o maior motivo para se odiar o roqueiro defunto são os milhões de "tocadores de violão" gerados pelas "letras cabeça" e as músicas "´fáceis de tocar" escritas pelo sujeito. Se acampar já era um programa de índio, depois do Russo, ir a um pode se considerar uma tentativa de suicídio: neles, sempre tem um mala com um violão tentando te entediar até a morte ao tocar todas as músicas do Renato Russo (não a toa, o Legião tem um disco chamado "Música Para Acampamentos"). 8º - Kiko Zambianchi 7º - Roberto Carlos 6º - Rita Lee 5º - Roberto de Carvalho 4º - Toni Garrido 3º - Humberto Gessinger 2º - Dinho Ouro Preto 1º - Paulo Ricardo Ganha fácil o título de maneira incontestável, até pelo esforço que fez para figurar nessa lista. O candidato a galã fez de tudo para ser odiado: 1) Liderou uma banda de qualidade pra lá de duvidosa, interpretando o papel de pop star tupiniquim canastrão. Nessa banda teve a cara de pau de lançar um disco ao vivo logo depois do disco de estréia, praticamente repetindo o repertório deste último. "Rádio Pirata Ao Vivo" foi o maior sucesso de vendas para uma banda de rock, se aproveitando do maior sucesso de um plano econômico no Brasil: ambos - o disco e o plano - foram execrados pouco tempo depois. 3) Não. Aí é que o sujeito garantiu sua presença no panteão dos detestados de vez. Lançou discos solos ignorados por todos, voltou com o RPM com um som grunge, brigou com os membros originais da banda por causa do nome da banda, largou o RPM de novo, tentou virar cantor romântico, virou e continuou na merda. Fez pontas constrangedoras em novelas. E pra culminar: largou a Luciana Vendramini, enchendo de esperança seus milhares de fãs, mas demonstrando de vez que o negócio do cara não é mulher mesmo. Por essa trajetória inigualável rumo à execração, o sujeito é, na minha modesta opinião, o cara mais odiado do rock brasileiro.
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